Um blog para ajudar os nossos verdadeiros amigos, os animais!
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Sexta-feira, 17 de Março de 2006
Diário de um cão...
Diário de um cão forte, muito forte... e infelizmente tão verdadeiro!


DIÁRIO DE UM CÃO
1ª semana - Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!
1 mês - A Minha mãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!
2 meses - Hoje separaram-me da minha mãe. Ela estava muito irrequieta e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova "família humana" cuide tão bem de mim como ela o fez.
4 meses - Cresci rápido, tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como "irmãozinhos". Somos muito brincalhões, eles puxam-me o rabo e eu mordo-os na brincadeira.
5 meses -Hoje deram-me uma bronca. A minha dona ficou incomodada porque fiz xixi dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para aguentar.
8 meses -Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido... Acho que a minha família humana me ama e me dá muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, excedo-me, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam comida. Nunca me educam... Deve ser correcto tudo o que faço.
12 meses - Hoje completo um ano. Sou um cão adulto. Os meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim.
13 meses -Hoje acorrentaram-me e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra. Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está a acontecer.
15 meses -Já nada é igual... moro na varanda. Sinto-me muito só. A minha família já não me quer! Às vezes esquecem-se que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho tecto que me abrigue...
16 meses -Hoje tiraram-me da varanda. Estou certo de que a minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. O meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear!! Dirigimo-nos para a estrada e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos o nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. Ouçam, esperem!" Ladrei,... esqueceram-se de mim... Corri atrás do carro com todas as minhas forcas. A minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego. Eles não paravam. Haviam-me esquecido!
17 meses -Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou só e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu agradeço-lhes com o meu olhar, desde o fundo da minha alma. Eu gostaria que me adoptassem: seria leal como ninguém! Mas apenas dizem: "pobre cãozinho, deve ter-se perdido."
18 meses -Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus "irmãozinhos" aproximei-me de um grupo e um atirou-me uma chuva de pedras "para ver quem tinha melhor pontaria". Uma dessas pedras, feriu-me o olho e então,não vejo com ele.
19 meses -Parece mentira. Quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas mostram-me a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.
20 meses -Quase não posso mexer-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um acertou-me! Eu estava no lugar seguro chamado calçada,mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Oxalá me tivesse matado! Mas só me deslocou as patas traseiras! A dor é terrível! As Minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho. Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal, fiquei num lugar húmido e parece que até o meu pêlo está a cair.
Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: "não te chegues perto". Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz fez-me reagir. Pobre cãozinho, olha como te deixaram", dizia... com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio. É melhor que pare de sofrer". A gentil senhora, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei- a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente sentia picada da injecção e dormi para sempre, pensando em porque tive que nascer se ninguém me queria...

Eu chorei muito ao ler este mail que me enviaram, aposto que ninguém consegue ler isto e ficar impune ao que fazem aos animais!!!
Para ajudar basta fazer duas simples coisas : Se tem um animal de estimação NÃO O ABANDONE!!! e se tem esse animal e se por algum motivo não o puder manter por mais tempo arranja quem o queira, não o faça passar pelo mesmo que este pobre cão!
Animais são para a vida toda, não são só para o Natal...
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Escrito por Pikinina às 19:34
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1 comentário:
De Anocas a 17 de Março de 2006 às 20:41
Ois miga! Epah, já li esse diário tanta vez... e cada vez que o leio, é mais uma vez que choro. Não dá para ficar indeferente a algo assim! Odeio pessoas que fazem mal aos animais! São pessoas más, crueis, e sem qualquer tipo de sentimentos! Continua com o blog que tá um espectaculo! =) Beijocas e fica bem*************

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